Vale do Jequitinhonha: tecnologia adequada é a resposta


“Quando alguém falar que o Vale do Jequitinhonha não produz, é mentira”, disse o produtor atendido pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Balde Cheio, Manoel Vieira, que, em parceria com o sogro José Maria Fernandes, conduz uma propriedade às margens do Rio Jequitinhonha, na comunidade de Itira, em Araçuaí.


É mentira porque basta um excelente atendimento técnico e gerencial para que a terra prospere e desenvolva qualquer atividade proposta, como o próprio produtor mostra no vídeo acima.


Uma das mudanças realizadas durante o ATeG ofertado pelo Sistema FAEMG foi a modificação da área de capiaçu, que, apesar de grande, não era de qualidade. “A área plantada era de 1 hectare apenas de capiaçu e passou para 1/2 hectare. Com o restante da terra, construímos o primeiro espaço destinado para o milho transgênico na fazenda. Foi tudo mecanizado e fizemos adubação de cobertura com cloreto de potássio e nitrogênio”, contou o técnico de campo Romaro Figueiredo.


Além disso, a propriedade decidiu fazer silagem para o gado. “Como envolvia custos, fiquei resistente, mas o técnico me explicou a função de tudo e, além disso, me instigou a pesquisar também”, contou Manoel, surpreso com o resultado. “A única vez que plantamos milho foi sem orientação e chegamos a colher seco, pois não conseguimos seguir o planejamento anterior”, relembrou.


O produtor ficou muito feliz com o resultado dos investimentos na área, que será destinada para a nutrição dos animais na estação seca do ano, seguindo o planejamento alimentar que vislumbra ter comida de qualidade na época da estiagem. “O pessoal está empolgado e já quer plantar outra área, mas vamos mensurar os custos e a produtividade antes de iniciar o plantio”, explicou o técnico de campo.


Além da terra mais saudável, o projeto da fazenda também mudou. “Melhorou muito principalmente a questão de planejamento, desde a alimentação do gado até o momento de decisão gerencial, que encaminharam os rumos da propriedade. Como não tínhamos muito para investir, criamos mais estratégias. Antes, vendíamos o leite, agora, nos beneficiamos dele. Produzimos o queijo trança, que tem uma saída fenomenal”.


A boa fase da fazenda chamou a atenção do gerente regional em Araçuaí, Luiz Rodolfo Antunes Quaresma, que contou sobre o retrocesso do senso comum em acreditar que o Vale do Jequitinhonha é um lugar de miséria. “Dia após dia, mostramos o contrário. São inúmeros casos de sucesso e está mais que comprovado que o Vale, como qualquer outra região, precisa entender quais são as tecnologias que se adequam às suas características para que possa ser desenvolvido um planejamento personalizado, com supervisão gerencial.”



Fonte: Sistema FAEMG

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